Creta onde a Europa foi inventada.

A lenda é a seguinte: Europa era uma bela princesa fenícia, por quem Zeus apaixonou-se loucamente. Para conquistá-la ele transformou-se num lindo touro branco, sedutor o suficiente para Europa subir em seu lombo. Mal a princesa havia montado, o animal mergulhou no Mar Mediterrâneo e a carregou para a ilha de Creta. Em sua terra natal Zeus fez de Europa uma de suas inumeras amantes, mãe de três de seus filhos. Um deles era Minos, que depois tornou-se rei de Creta e pai da mais avançada civilização que o Oriente jamais conhecera até então.
A lenda tem mais de três mil anos, e vem de um tempo em que o passado era recente demais para que a história pudesse existir.
Seguindo a maré civilizatória que teve origem na Mesopotâmia, o bronze aportou pela primeira vez em terras européias por volta de 3.000 a.C.
Numa ilha: Creta. Enquanto o resto do continente lascava pedras, Creta usava a tecnologia do bronze para forjar uma extraordinária cultura. Coisa igual na época só no Egito e na Mesopotâmia. Nascia assim, em plena Idade de Bronze, a primeira grande civilização a fazer a ponte entre a Ásia e a Europa.
Durante 1.500 anos, Creta foi o centro de um poderoso império marítimo, que dominava o mar Egeu e fazia comério com o Egito e a Mesopotâmia. Havia uma escrita própria, até hoje indentificada, e construíam palácio de três andares. A ausência de muros e armas sugerem que a Creta Minóica tenha sido uma era de paz. Como era de se imaginar o touro era o animal sagrado para os cretenses, e sua imagem era presente em quase todas as manifestações artísticas.
De todos os mistérios que ainda povoam a Creta de 5.000 anos atrás, nenhum é tão desconcertante quanto o fim desta civilização. Por volta de 1.450 a.C ela deixou de existir. Todos os palácios exeto o de Cnossos, foram destruídos e queimados. Os arqueólogos apenas tecem conjecturas. Uma delas leva o declínio de Minos à erupção da ilha de Thera, hoje Santorini, cem anos antes. Um cataclisma quatro vezes maio que Krakatoa levantou o Mediterrâneo, produzindo ondas de centenas de metros, que teriam varrido Creta e destruído toda a esquadra minóica, lavando a um período de decadência.
O mais provável, porém, é que o fim da cultura minóica tenha sido a combinação de um terremoto devastador ocorrido um século depois com a invasão dos micênios, povo do continente que mais tarde daria origem à civilização grega.
Os micênios mais atrasados, aprenderam muito com os cretenses. Conquistaram uma terra, mas deixaram-se conquistar por uma cultura.
Bárbara Prado - Porto Alegre/RS

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Aves do paraíso.

As aves-do-paraíso, ocupantes de um improvável ramo da árvore evolutiva das aves, são as primas espalhafatosas dos recatados corvos. Começaram a diferenciar-se de seus sisudos parentes há milhões de anos, evoluindo até formar as 38 ecléticas espécies atuais. Destas, 34 vivem apenas na Nova Guiné e nas ilhas adjacentes.
Alguns dos primeiros espécimes vistos na Europa, presenteados pelos papuas a monarcas do Velho Mundo, chegaram à Espanha em 1522 a bordo de um dos navios de Fernão de Magalhães. Corria um boato de que as extraordinárias aves provinham de reinos celestes, onde voavam sem asas e nunca tocavam o solo. (Talvez tal lenda tenha surgido do fato de as asas e os pés serem extirpados das peles comercializadas.) A visão dessas aves na natureza impressionou os viajantes de outrora: "A espingarda permaneceu-me ociosa nas mãos, pasmo demais que eu estava para atirar", confessou o naturalista René Lesson, que visitou a Nova Guiné em 1824. "Era como um meteoro cortando os ares com o corpo e deixando longo rastro de luz." Os nomes indicam o fascínio que a ave inspirou: ave soberba, ave magnífica, ave esplêndida, imperador das aves.
Por décadas o apetite da Europa pela plumagem da ave-do-paraíso impulsionou a caça e um vigoroso comércio. No auge do negócio, em princípios dos anos 1900, cerca de 80 mil couros com plumagem eram exportados por ano da

Nova Guiné para os chapéus das damas. Grupos de proteção às aves na Inglaterra e nos Estados Unidos deram o alarme, e a matança foi arrefecendo conforme crescia a ética conservacionista. Em 1908 a Grã-Bretanha proibiu a caça comercial nas partes da Nova Guiné sob seu domínio, e a Holanda seguiu o exemplo em 1931. Hoje nenhuma ave-do-paraíso deixa a ilha, a não ser para fins científicos.
Muito antes de cativarem os forasteiros, essas aves já tinham a veneração dos povos nativos da Nova Guiné. As plumas mais belas eram dadas como pagamento à família da noiva, e a ave figura na mitologia local como ancestral e totem dos clãs. Essa reverência perdura. "Amamos essas aves", diz um nativo de uma tribo das planícies. "As pessoas da minha família são aves-do-paraíso."

Por: Jennifer S. Holland Fotos: Tim LamanMatéria publicada na revista National Geographic Ed. 88 - 01/07/2007


Bárbara Prado - Porto Alegre/RS

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Mito Guarani da criação.

Mitologia Guarani refere-se às crenças do povo Guarani da porção centro-sul da América do Sul, especialmente os povos nativos do Paraguai e parte da Argentina, Brasil e Bolívia.



Mito Guarani da Criação:
A figura primária na maioria das lendas Guaranis da criação é Yamandú (ou Nhanderú ou
Tupã), o deus supremo de toda a criação. Com a ajuda da deusa lua Arasy, Tupã desceu à Terra num lugar descrito como um monte na região do Aregúa, Paraguai, e deste local criou tudo sobre a face da Terra, incluindo o oceano, florestas e animais. Também as estrelas foram colocadas no céu nesse momento.
Tupã então criou a humanidade (de acordo com a maioria dos mitos Guaranis, eles foram, naturalmente, a primeira raça criada, com todas as outras civilizações nascidas deles) em uma cerimônia elaborada, formando estátuas de
argila do homem e da mulher com uma mistura de vários elementos da natureza. Depois de soprar vida nas formas humanas, deixou-os com os espíritos do bem e do mal e partiu.


Primeiros Humanos:
Os humanos originais criados por Tupã eram Rupave e Sypave, nomes que significam "Pai dos povos" e "Mãe dos povos", respectivamente. O par teve três filhos e um grande número de filhas. O primeiro dos filhos foi Tumé Arandú, considerado o mais sábio dos homens e o grande
profeta do povo Guarani. O segundo filho foi Marangatú, um líder generoso e benevolente do seu povo, e pai de Kerana, a mãe dos sete montros legendários do mito Guarani (veja abaixo). Seu terceiro filho foi Japeusá, que foi, desde o nascimento, considerado um mentiroso, ladrão e trapaceiro, sempre fazendo tudo ao contrário para confundir as pessoas e tirar vantagem delas. Ele eventualmente cometeu suicídio, afogando-se, mas foi ressucitado como um caranguejo, e desde então todos os caranguejos foram amaldiçoados para andar para trás como Japeusá.
Entre as filhas de Rupave e Sypave estava Porâsý, notável por sacrificar sua própria vida para livrar o mundo de um dos sete monstros legendários, diminuindo seu poder (e portanto o poder do mal como um todo).
Crê-se que vários dos primeiros humanos ascenderam em suas mortes e se tornaram entidades menores.


Os Sete Monstros Legendários:
Kerana, a bela filha de Marangatú, foi capturada pela personificação ou espírito mau chamado
Tau. Juntos eles tiveram sete filhos, que foram amaldiçoados pela grande deusa Arasy, e todos exceto um nasceram como monstros horríveis. Os sete são considerados figuras primárias na mitologia Guarani, e enquanto vários dos deuses menores ou até os humanos originais são esquecidos na tradição verbal de algumas áreas, estes sete são geralmente mantidos nas lendas. Alguns são acreditados até tempos modernos em áreas rurais. Os sete filhos de Tau e Kerana são, em ordem de nascimento:
Teju Jagua, deus ou espírito das cavernas e frutas
Mboi Tu'i, deus dos cursos de água e criaturas aquáticas
Moñai, deus dos campos abertos. Ele foi derrotado pelo sacrifício de Porâsý
Yacy Yateré, deus da sesta, único dos sete a não aparecer como monstro
Kurupi, deus da sexualidade e fertilidade
Ao Ao, deus dos montes e montanhas
Luison, deus da morte e tudo relacionado a ela


Outros Deuses ou Figuras Importantes:
Angatupry, espírito ou personificação do bem, oposto a Tau
Pytajovái, deus da guerra
Pombero, um espírito popular de travessura
Abaangui, um deus creditado com a criação da lua; pode figurar somente como uma adptação de tribos Guaranis remotas
Jurupari, um deus de adoração limitada aos homens, em geral apenas para tribos isoladas no Brasil.


Bárbara Prado - Porto Alegre/RS

Mitos e mitologia.

Pintura a óleo de Joaquim Patinir (onde o barqueiro do rio Estige transporta as almas dos mortos, conforme o mito escatológico grego sobre a morte) Museu do Prado em Madri


Origem, natureza e significado dos mitos:

De maneira geral, os estudiosos se inclinam a entender as concepções míticas como etapa da construção de uma religião organizada ou como passagem para a reflexão filosófica. No que diz respeito ao primeiro ponto, se tem assinalado com freqüência a preeminência do contexto religioso do mito. Entre as preocupações comuns à mitologia e à religião se encontram não só a origem dos deuses (teogonias), do mundo (cosmogonias) e do homem, como também a sobrevivência após a morte, a justificação dos preceitos morais e os ritos. A esse respeito, as religiões monoteístas, mais abstratas, consideram as politeístas, baseadas em mitologias, como produto de mentalidades pagãs, pois desvirtuam a natureza do Deus único para divinizar qualquer aspecto da realidade -- o que não impede que as próprias doutrinas monoteístas tenham empregado, em seu propósito de tornar mais compreensíveis as questões que ultrapassam o entendimento, simbologias referentes à criação do homem, à origem do pecado e ao fim do mundo. Na realidade, mito e religião constituem duas abordagens paralelas do transcendente. O mito inclui atitudes -- religiosas, históricas, folclóricas e sociais -- com as quais pretende explicar, de forma espontânea e imediata, aspectos da realidade inapreensíveis para a razão. Já a religião apresenta uma mensagem mais concreta, nascida geralmente da revelação divina e pelo menos teoricamente acessível à razão. Nesse sentido, as mitologias politeístas representam uma transição do pensamento mítico primitivo para a abstração monoteísta, processo que se percebe, por exemplo, na evolução teológica do hinduísmo e na gênese do pensamento ocidental, com a criação das filosofias espiritualistas e teleológicas como as de Platão e Aristóteles. A observação precedente permite também uma primeira representação das divergências entre mito e filosofia, que se apóiam fundamentalmente no caráter racional e crítico da segunda. Assim, alguns antigos relatos cosmogônicos gregos remetiam a origem do mundo ao oceano, talvez com base na observação cotidiana e intuitiva de que a água era imprescindível para a vida. Mas quando Tales de Mileto, filósofo pré-socrático do século IV a.C., afirmou que a água constituía o arké, origem de todo o existente, deu um passo decisivo na direção do pensamento: despersonalizou a origem da matéria, que não mais era atribuída a um deus e sim a um elemento natural, e, ao mesmo tempo, expressou um raciocínio dedutivo, segundo o qual todos os elementos da realidade podiam formar-se a partir de uma única fonte. Passava-se, portanto, de uma explicação "ingênua" ou, se for melhor, baseada em processos intelectuais implícitos e acríticos, a outra, fundada em critérios racionais explícitos e passíveis de discussão. Isso não significa, em qualquer caso, que a filosofia deva ser entendida como uma "superação do mito", mas sim como uma visão de mundo diferente. Por isso muitas filosofias irracionalistas viram no vigor poético e simbólico das concepções míticas uma forma de conhecimento capaz de apreender unitariamente aspectos da realidade que parecem desagregar-se com o exercício da faculdade racional. Os mitos não são apenas tentativas de penetrar nos mistérios da natureza física ou da ordem sobrenatural, mas também produtos de determinadas circunstâncias históricas e sociais. A corroborar essa afirmação estariam as incontáveis lendas sobre heróis epônimos ou civilizadores, bem como, quase sempre, a própria composição específica dos panteões divinos: a descrição e atribuições conferidas aos deuses respondem geralmente ao modelo social -- caçadores, nômades e agricultores -- das culturas que os criaram. Por exemplo, a tendência dos povos de origem indo-européia a estabelecer uma tríade suprema de deuses encarna a divisão tradicional entre as classes religiosa, guerreira e camponesa. Se suas relações com a religião, a filosofia ou a organização social permitem uma melhor compreensão da natureza e do significado dos mitos, isso não responde às perguntas sobre sua origem, ou seja, por que existe a propensão humana a criar mitos. Entre as muitas explicações oferecidas por antropólogos, psicólogos e outros estudiosos, alcançaram singular notoriedade -- e geraram polêmicas acirradas -- as proporcionadas pela psicanálise e, em particular, pelo alemão Carl Gustav Jung. Segundo ele, os mitos seriam a manifestação dos arquétipos ou modelos que brotam do inconsciente coletivo e constituem a base do psiquismo. De uma ou outra forma, a maior parte dos estudiosos considera o pensamento mítico uma atividade vivencial, intuitiva e simbólica, relacionada a temas que transcendem a experiência ou a razão. Motivo de controvérsia seria, no entanto, sua interpretação como produto de uma mentalidade pré-crítica ou, ao contrário, uma constante antropológica complementar da faculdade racional. Os defensores da primeira postura sustentariam que, superada uma certa etapa, o mito se dissolve na arte ou na literatura e perde seu caráter de crença, enquanto os partidários da segunda tendem a opinar que o pensamento mítico não pode reduzir-se a suas manifestações arcaicas e que a humanidade se encontra perpetuamente inclinada a criar novos mitos que, por seu próprio caráter mítico, não são reconhecidos como tais.

Ansioso para compreender o mundo e seu próprio papel dentro dele, o homem procurou, desde o surgimento das primeiras sociedades, reproduzir em símbolos e imagens plásticas suas intuições sobre os aspectos da realidade que escapavam a seu entendimento. Essa é a fonte da qual nascem os mitos, manifestação antropológica que, nas palavras do estudioso britânico H. J. Rose, constitui "o produto da atividade da imaginação ingênua sobre os fenômenos da experiência", ou seja, o resultado dos esforços da intuição imaginativa para explicar questões como a origem e o destino da humanidade, as estruturas sociais, a natureza e a morte. Dentro de sua variedade de formas constituintes, as mitologias, como sistemas ordenados de mitos associados a certas crenças, estão estreitamente vinculadas a estágios religiosos politeístas que caberia considerar intermediários, do ponto de vista conceitual, entre as religiões primitivas -- animismo, chamanismo -- e as monoteístas. Não existe, nesse sentido, estrutura mitológica que não tenha seu centro num panteão divino, cuja composição e hierarquia significa, na verdade, um exercício de reflexão simbólica sobre a realidade e seus diversos elementos. A criação de mitos, no entanto, não se restringe unicamente ao campo do transcendente, pois freqüentemente responde ao desejo de representar os traços históricos, sociais e culturais que definem um povo. Também não pode ser considerada apenas como produto de uma etapa evolutiva já superada pela humanidade. Muitos estudiosos consideram, a esse respeito, que formas do pensamento mítico continuam presentes em numerosos fenômenos culturais do mundo moderno. Manifestação antropológica complexa e de difícil definição, a mitologia constitui, em forma e essência, uma unidade indissolúvel. Somente a exploração de seus diferentes aspectos pode oferecer uma imagem indicativa da origem, natureza e significado da realidade mítica e do conjunto de valores subjacente às grandes mitologias.


Fonte de pesquisa: http://orbita.starmedia.com/~hyeros/mitoemitologia018.html

Bárbara Prado - Porto Alegre/RS

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Uma grande descoberta...

A descoberta do corpo de um filhote de mamute preservado no permafrost russo é a melhor oportunidade até hoje para os cientistas criarem um mapa genético de uma espécie extinta desde a Era do Gelo, disse um pesquisador russo na quarta-feira (11.07.2007).
É um lindo bebê mamute, encontrado em perfeitas condições", disse Alexei Tikhonov, vice-diretor do Instituto Zoológico da Academia de Ciência Russa, que vem cuidando do mamute desde que ele foi descoberto, em maio, na camada de terra congelada. "Esse espécime pode oferecer um material singular, permitindo que decifremos o perfil genético do mamute".
O mamute, uma fêmea que morreu aos seis meses de idade, foi batizada de "Lyuba", em homenagem à mulher do caçador e criador de renas Yuri Khudi, que a encontrou na região do Yamalo-Nenetsk, no Ártico russo. Ela está congelada naquele local há até 40 mil anos, disse Tikhonov.
O caçador em princípio achou que se tratasse de uma rena morta, ao ver as partes do corpo na terra congelada. Quando percebeu que era um mamute, os cientistas foram chamados e transportaram o corpo para a capital regional, Salekhard, onde ele vem sendo mantido num refrigerador especial.
A fêmea de mamute pesa 50 kg e tem 85 cm de altura e 130 cm de comprimento, ou seja, mais ou menos o tamanho de um cachorro de grande porte. Tikhonov disse que o fato de o mamute estar tão incrivelmente preservado - seu pêlo desgrenhado desapareceu, mas, exceto por isso, parece que ele morreu há poucos dias - significa que ele tem o potencial de ser uma verdadeira arca do tesouro para os cientistas.
"A condição tão particular da pele protege todos os órgãos internos dos micróbios e microorganismos modernos. Em termos de futuro genético, de estudos moleculares e microbiológicos, é um espécime sem precedentes." Mas Tikhonov descartou os rumores de que o mamute possa ser clonado e usado para dar origem a um mamute vivo. A clonagem só pode ser feita se as células estiverem intactas, mas o congelamento faz as células estourarem, disse Tikhonov.
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Bárbara Prado - Porto Alegre/RS

As Valquírias

Na mitologia nórdica, as valquírias eram deidades menores, servas de Odin. O termo deriva do nórdico antigo valkyrja (algo como "as que selecionam os mortos em batalha"). Nos séculos VIII e IX o termo usado era wælcyrge.
As valquírias eram belas jovens mulheres louras de
olhos azuis, que montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros, os mais bravos, recém-abatidos entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarok.
As valquírias escoltavam esses heróis, que eram conhecidos como Einherjar, para Valhala, o salão de Odin. Lá, os escolhidos lutariam todos os dias e festejariam todas as noites em preparação ao Ragnarok, quando ajudariam a defender Asgard na batalha final, em que os deuses morreriam. Devido a um acordo de Odin com a deusa Freya, que chefiava as valquírias, metade desses guerreiros era levada para o palácio da deusa.
As valquírias cavalgavam nos céus com armaduras brilhantes e ajudavam a determinar o vitorioso das batalhas e o curso das guerras. Elas também serviam a Odin como mensageiras e quando cavalgavam como tais, suas armaduras faiscavam causando o estranho fenômeno atmosférico chamado de
Aurora Boreal.
As valquírias originais eram Brynhild ou Brynhildr("correspondente de batalha", muitas vezes confundida Brunhilde, da Saga dos Nibelungos), Sigrun ("runa da vitória"), Kara, Mist, Skogul ("batalha"), Prour ("força"), Herfjotur ("grilhão de guerra"), Raogrior ("paz do deus"), Gunnr ("lança da batalha"), Skuld ("aquela que se torna"), Sigrdrifa ("nevasca da vitória"), Svava, Hrist ("a agitadora"), Skeggjold ("usando um machado de guerra"), Hildr ("batalha"), Hlokk ("estrondo de guerra"), Goll ou Göll ("choro da batalha"), Randgrior ("escudo de paz"), Reginleif ("herança dos deuses"), Rota ("aquela que causa tumulto") e Gondul ou Göndul ("varinha encantada" ou "lobisomem").
Richard Wagner compôs uma imponente ópera chamada A Cavalgada das Valquírias.




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Bárbara Prado - Porto Alegre/RS