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Sem preconceito!

Como surgiram os nomes das notas musicais?

Os nomes usados para designas as notas musicais tiveram origem nas letras dos diferentes alfabetos, como ainda hoje se usa nos países anglo-saxões, onde o A corresponde ao lá, o B ao si, o C ao dó, o D ao ré, o E ao mi, o F ao fá e o G ao sol. Nos países latinos e eslavos, a denominação das notas musicais deve-se ao monge italiano Guido D"Arezzo que viveu no século XI. Em seus tratados, ele idealizou um sistema para recordar os tons das sete notas. Para isso, usou as sílabas iniciais de cada verso do Hino a São João Batista: Ut queant laxis/ Resonari fibris/ Mira gestorum/ Famuli tuorum/Solve polluit/ Labii reatum/ Sacti Ioannis. Assim surgiram ut, ré, mi, fá, sol, lá - e o si, formado pelas iniciais do nome do santo. Em 1693, o nome ut, que era difícil de pronunciar no solfejo - leitura ou entonação dos nomes das notas em uma peça musical -, foi substituído por dó. No entanto, em alguns países, como a França por exemplo a primeira nota da escala continua sendo chamada Ut.


Fonte de Pesquisa: Revista Super Interessante nº 01 - 1987, pág 13. Editora Abril S.A - São Paulo/SP. e http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2b/Statue_of_Guido_of_Arezzo.jpg/180px-Statue_of_Guido_of_Arezzo.jpg
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Além de um mito ...

Não importa a nacionalidade, o conflito ou o número de vitórias, ninguém se iguala à sua fama na História da Aviação Militar. A lista de grandes ases existentes é gigantesca mas, com certeza, não só podemos dizer que nenhum deles têm o mesmo apelo que o jovem prussiano, mas também que ele foi a sua principal inspiração. Mas quem era esse homem que, há quase noventa anos atrás, tornou-se a primeira lenda da aviação e era chamado pelos seus adversários como o "Barão Vermelho"?
Manfred von Richthofen é um desses heróis cuja vida parece tirada de um roteiro de filme. Disciplina, orgulho, habilidade para caçar, espírito nato de liderança e patriotismo teutônico eram características que, combinadas neste homem, elevaram-no ao um patamar de fama que ultrapassou sua própria vida. Richthofen foi o mais eficiente piloto de caça da I Guerra Mundial, metodicamente derrubando pelo menos 80 inimigos, antes dele mesmo tombar em um desfecho típico das óperas de Wagner. Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen nasceu em 02 de maio de 1892, no seio de uma família nobre de proprietários de terras, na cidade de Breslau, Silésia, então parte do Império Alemão (atualmente chamada de Wroclaw e pertencente à Polônia). As origens de sua família podem ser traçadas até a Idade Média e seu nome é resultado da germanização do sobrenome de seu antepassado Johann Praetorius (1611-1664), que passou a se chamar Richthofen (significando "Corte de Justiça") quando recebeu o título de Cavaleiro do Reino da Boêmia. O título nobiliárquico hereditário de Freiherr - que pode ser traduzido como Barão - foi concedido à família pelo Imperador da Prússia Frederico, o Grande em 1741.

Crescendo nas propriedades rurais da família, Richthofen aprendeu e de-senvolveu com seu pai, Albrecht, um oficial do regimento Uhlan de cavala-ria, suas habilidades de atirador, abatendo tudo o que poderia caçar nos bosques: javalis, pássaros, veados, alces.
Ao lado de seus irmãos mais novos, Lothar Siegfried (nascido em 27.09. 1894, também futuro ás) e Karl Bolko (nascido em 16.04.1903), costuma-vam colecionar e expor seus troféus de caça.
Aos 11 anos de idade, Manfred ingressou no corpo de cadetes prussianos, onde foi um aluno mediano. Ao concluir seus estudos, em 1911, ele foi de-signado como Fähnrich (cadete-oficial) para o 1º Regimento Uhlan de Cava laria, que lhe proporcionava a oportunidade de praticar outro de seus hobbi-es: a montaria. Contudo, na guerra moderna que se avizinhava, a cavalaria não teria lugar frente às armas modernas.
Quando a I Guerra Mundial começou, em agosto de 1914, o Leutnant Rich-thofen e sua unidade foram enviados para a frente leste, para lutar contra os russos - o único front que teria algum tipo de guerra de movimento, pro-
pícia para o uso da cavalaria em seu principal papel: o de reconhecimento. Por seus feitos, von Richthofen foi condecorado com a Cruz de Ferro de 2ª Classe em 23.09.1914.
No entanto, pouco depois, Richthofen e sua unidade foram transferidos para o Oeste, onde passaram alguns agradáveis meses na retaguarda - o que desagradou ao jovem guerreiro. "Eu não vim para a guerra para apanhar queijos e ovos", ele escreveu para seu superior, ao requisitar uma transferência. Em maio de 1915 Richthofen finalmente conseguiu ser enviado para uma unidade aérea.

Após receber um curto treinamento, Richthofen retornou à frente leste, efetuando uma série de missões como observador e, depois, como bombardeador. Durante os meses de junho a agosto de 1915, ele permaneceu com Feldflieger-Abteilung 69 (69º Esquadrão de Vôo), que participou da ofensiva do Generalfeldmarschall August von Mackensen (1849-1945) de Gorlice em direção a Brest-Litovsk.
Richthofen tinha a função de observador e não possuía qualquer especia-lização. Como oficial da cavalaria, seu trabalho consistia em missões de reconhecimento, para o que havia sido treinado na academia. Ele até apreciava esse trabalho, e gostava muito dos longos vôos sobre o front, que ele realizava quase todos os dias. Mas essa vida passiva não era o que ele imaginava para um soldado.
Ainda insatisfeito, ele reclamou novamente e foi transferido para Ostend, no front ocidental, ainda como observador em um avião de reconhecimen-to. Com o piloto Oberleutnant Georg Zeumer, eles patrulhavam a área do Mar do Norte e, certa vez, avistaram um submarino, mas não o atacaram por não conseguirem determinar a nacionalidade.
Seu primeiro encontro com uma aeronave inglesa ocorreu no dia 15 de se-tembro de 1915 e terminou sem qualquer dano sério em seu avião, mas o então artilheiro Richthofen e o piloto Zeumer, ficaram insatisfeitos com seus desempenhos.
Transferido para a região de Champagne, ele passou a voar com o Leutnant Paul von Osterroth. Durante uma missão, com sua metralhadora de ré, Richthofen conseguiu abater um avião Farman, mas sua vitória não foi confirmada, pois o aparelho caiu atrás das linhas aliadas. Mas seu instinto de caçador tinha sido despertado.
Ainda determinado a se tornar um grande caçador nos céus, ele come- çou seu treinamento de piloto em outubro de 1915, fazendo seu primei-ro vôo solo no dia 10. Ele danificou o avião na aterrissagem e teve que ter outras aulas em Doberitz.
No Natal de 1915 Richthofen foi finalmente aprovado, recebendo seu Badge de Piloto (Flugzeugführerabzeichen). Ele voou para Schwerin, onde a fábrica da Fokker era situada e, daí, foi para Breslau, Schweid-nitz, Luben e retornou a Berlim. Durante essa viagem, ele pousou em muitos locais, visitando parentes e amigos. Sendo um observador trei-nado, ele não teve muita dificuldade em achar seu caminho.
Em março de 1916, Richthofen juntou-se ao Kampfgeschwader 2, sedia do em Verdun, onde aprendeu a comandar um caça de dois assentos. Pilotando um Albatros B.II, avião de reconhecimento equipado com um motor de 100 HP que desenvolvia uma velocidade máxima de 100 km/h e tinha teto de 3000m, ele era armado com uma metralhadora na parte superior da asa disparando para a frente.
Nos comandos de seu avião, no dia 26.04.1916, sobre Verdun ele avistou um Nieuport francês e abriu fogo a 60 metros. O inimigo foi atingido em cheio e caiu em pleno Fort Douamont. Richthofen teve, assim, sua primeira vitória individual como piloto - que novamente não foi confirmada. Enquanto estava na França ele teve a oportunidade de voar um caça monoposto Fokker, o que alimentou seu apetite por esse tipo de avião.
Mais uma vez enviado para a front russo, ele continuou a voar aviões de reconhecimento. Como os russos tinham poucos aviões, voar e bombardear eram missões agradáveis e relativamente seguras e, entre seus feitos, esteve o bombardeio à estação ferroviária de Manjewicze, o ataque à um regimento cossaco de cavalaria, a destruição da ponte sobre o rio Stokhod, entre outras. Mas, então, o destino mudou a vida de von Richthofen e, por conseqüência, da história da aviação.
Em meados de 1916, o Hauptmann Oswald Bölcke era o maior ás alemão, ao lado de Max Immelmann. Famoso por ter criado um conjunto de regras a serem seguidas por pilotos de caça (o famoso "Bölcke Diktat", ainda hoje ensinado em todas as Forças Aéreas do mundo), em agosto de 1916, ele havia sido encarregado de criar uma unidade de caça , o Jagdstaffel 2 (Jasta 2), e passou a visitar várias unidades em busca de pilotos talentosos. Quando esteve no Leste, após uma breve entrevista, Bölcke decidiu levar Richthofen com ele.
Na manhã de 17.09.1916, enquanto liderava seu esquadrão em um patrulha, Bölcke avistou aviões britânicos que se dirigiam a Cambrai. Richthofen aproximou-se de um deles e posicionou-se atrás de seu inimigo. Ele continua descrevendo o evento:
"Em uma fração de segundo eu estava atrás dele com meu excelen-te avião. Eu disparei algumas rajadas com minha metralhadora. Eu estava tão próximo do inglês, que temia colidir com ele. De repente, eu quase gritei de alegria quando vi sua hélice parar. Eu tinha despe daçado seu motor, forçando-o a pousar em nossas linhas.
O avião inglês curiosamente oscilava. Provavelmente algo tinha a-contecido com o piloto. O observador não mais era visível. Seu as-sento estava aparentemente vazio. Obviamente eu o tinha atingido e ele tinha caído em seu assento. Ele aterrissou próximo a um de nos sos esquadrões. Eu estava tão excitado que quase destruí meu avi- ão ao pousar. O avião inglês e o meu ficaram lado a lado. Tanto o piloto como o observador estavam gravemente feridos.
O observador morreu pouco depois e o piloto faleceu enquanto estava sendo transportado para um hospital próximo. Eu homenageei o inimigo caído colocando uma pedra em seu bonito túmulo."
Foi a primeira vitória de von Richthofen que, com isso iniciou seu costume de apanhar algum pedaço do avião qu abatera como sou-venir, além de encomendar uma pequena taça de prata (gravada com o tipo de avião abatido e a data). Ao longo do mês seguinte, a Jasta 2 teve grandes momentos de "caça" sobre o campo de bata-lha de Somme. Richthofen acumulou algumas vitórias nesse período sendo agraciado com a Cruz de Ferro de 1ª Classe em 04.10.1916.
Ironicamente, Bölcke não viveu o suficiente para apreciar o sucesso de sua unidade de elite. No dia 28.10.1916, após chocar-se no ar com outro piloto alemão, Oswald Bölcke morreu quando seu avião colidiu com o solo. A Richthofen coube a honra de carregar as condecorações do ás durante seu funeral. Mas ele prosseguiu de modo que, no dia 09.11.1916 ele já somava dez vitórias.
No dia 23.11.1916 ele foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Ordem da Casa Real de Hohenzollern com Espadas.
A 11ª vitória de Richthofen soaria como uma vingança pela morte de Bölcke. Sua vítima foi o primeiro ás inglês a ser agraciado com a Victoria Cross (a mais alta condecoração do Império Britânico), Major Lanoe Hawker, comandante do 24th Squadron. No dia 23.11.1916, ambos se enfrentaram em um combate e, enquanto tentava recuar para suas linhas, Hawker foi atingido na nuca por um dos projéteis de Richthofen. A metralhadora do inglês (inutilizada por um tiro no ferrolho) foi o souvenir que o piloto alemão levou para casa, colocando-o sobre a porta de seu quarto.
No final de 1916 Richthofen andava ansioso. Antes dele, Bölcke e Immelmann haviam recebido a mais alta condecoração prussiana por bravura, a Orden Pour Le Mérite, após abaterem oito adversários mas, até então, ele - que já contava com 16 vitórias -, não havia sido agraciado com a desejada condecoração. Na mesma época, ele recebeu a notícia de que fora indicado para assumir o comando do Jagdstaffel 11, uma unidade criada em setembro de 1916 e que, até então não havia obtido qualquer sucesso no front. Finalmente, no dia 12.01.1917, enquanto participava do jantar de despedida em sua homenagem na Jasta 2, von Richthofen foi informado que acabara de ser condecorado pelo Kaiser Wilhelm II com a Pour Le Mérite.
Assumindo o comando da Jasta 11, suas qualidade logo se fizerem presentes: Richthofen era metódico em seus ataques, calculando os riscos, estimando a posição do inimigo, controle de fogo e ângulo de ataque com matemática e precisão, tudo para derrubar sua presa. Ele repassou os mesmos ensinamentos aos seus subordinados, exigindo que estudassem e seguissem suas táticas. Nessa época, seu irmão mais novo, Lothar, juntou-se a ele, e rapidamente, estabeleceu-se como um ás de grande reputação (ele sobreviveria à guerra, abatendo 40 inimi gos). Apenas alguns dias após a sua chegada esquadrão, em 23 de ja-neiro de 1917, Richthofen abateu seu 17º adversário - a primeira vitória da unidade.
Ainda em janeiro de 1917, ele tomou a decisão que lhe garantiria o apeli-do imortal. Como um gesto de desafio, von Richthofen decidiu pintar o seu biplano Albatros D.III completamente de vermelho, a fim de ser reco-nhecido facilmente pelo inimigo. Seus colegas de esquadrão ficaram pre-ocupados, pois isso o tornava um alvo natural para os adversários e deci-diram também pintar seus aviões. Mas Richthofen foi claro: o único com-pletamente vermelho deveria ser o dele. Além disso, para poder ter o di-reito de personalizar a pintura de seu avião, o piloto deveria provar ser um excepcional caçador, para se defen-der dos ataques que viriam. Mais tarde, o próprio Richthofen escreveria:
"Por alguma razão, um belo dia, eu tive a idéia de pintar meu avião de vermelho vivo. O resultado foi que absolutamente todos passaram a conhecer meu pássaro vermelho. Por sua vez, meus oponentes também não estavam completamente desavisados."
Ele provaria sua tese, no dia 24.01.1917, quando forçou sua 18ª vítima a fazer um pouso forçado nas linhas alemãs. Ambos os tripulantes in-gleses, Captain Oscar Greig e 2nd Lieutenant John MacLenan do 25th Squadron sobreviveram - embora o primeiro tivesse sido ferido na per-na - e, mais tarde, tiveram um encontro com Richthofen, que escreveu:
"Eles foram os primeiros ingleses que eu trouxe para o solo com vida. Por essa razão eu apreciei muito conversar com eles. Entre outras coi sas, eu perguntei-lhes se já tinham visto meu avião no ar anteriormen-te. 'Ah sim!' disse um deles. 'Eu o conheço muito bem. Nós o chama-mos le petit rouge [o pequeno vermelho]'. "
Surgia, assim, a lenda do "Circo Voador", apelido dado às coloridas aeronaves da Jasta 11 em razão de suas cores berrantes, por se des-locarem constantemente em trens. Logo, seus ensinamentos surtiriam efeito e sua unidade virou um ninho de ases: Ernst Udet (62 vitórias), Lothar von Richthofen (40 vitórias), Kurt Wolf (33 vitórias), Karl-Emil Schäfer (30 vitórias), Carl Allmenröder (30 vitórias), Hermann Göring (22 vitórias), Hans Klein (22 vitórias), Wilhelm Reinhard (20 vitórias) e vários outros passaram pela Jasta 11.
No dia 09.03.1917, von Richthofen abateu seu 25º inimigo. Promovido a Oberleutnant em 23.03.1917, ele derrubou sua 30ª vítima no dia seguinte. Mas ele permaneceria pouco tempo com essa patente, sendo promovido a Rittmeister (o equivalente a Hauptmann nos regimentos de Cavalaria) no dia 10.04.1917.
O mês de abril de 1917 ficou conhecido como o Abril Sangrento ("Bloody April") em razão das pesadas perdas sofridas pelos britânicos diante dos pilotos do Corpo Aéreo germânico. Naquele fatídico período, a Jasta 11 abateu sozinha 89 aviões - 21 dos quais foram vítimas de Richthofen (suas 32ª a 52ª). Como o inverno havia acabado, e tempo melhorou e ambos os lados efetuavam várias missões.
Os alemães puderam empregar suas táticas de ataque em grupo e seus Albatros D.III superavam os aviões britânicos e franceses. Os pilotos de Sua Majestade ficaram obcecados em destruir Richthofen. Embora não haja provas, circulou naquela época um boato entre as tropas aliadas que, quem abatesse o "Barão Vermelho" receberia um prêmio em dinhei ro e um avião como presente. Mesmo assim, o seu quarto ficava cada vez mais repleto de souvenirs de suas vítimas.
No dia 29.04.1917, ele abateu quatro adversários e, nesse dia, recebeu um telegrama do próprio Kaiser Wilhelm II, lhe congratulando por ter ultrapassado a marca de 50 vitórias.
Ao longo dos meses de maio e junho de 1917, Richthofen esteve distan-te do front, realizando várias viagens de propaganda dentro da Alemanha e em países aliados. Encontrando-se com a realeza e membros do Alto-Comando alemão, como Hindenburg e Ludendorff, ele ainda pode desfru-tar de alguns dias de licença com seus familiares.
Quando retornou à frente de combate, várias Jastas - entre elas a 10 (de Werner Voss - 48 vitórias) e a 11 - haviam sido agrupadas no Jagdgeschwader 1 (JG 1), e eram equipadas com o Albatros D.V. No final de junho, Richthofen já somava 56 vitórias, mas sua sorte estava para sofrer um sério golpe. Em 06.07.1917, à bordo de seu Albatros D.V(número de série 4693/17), ele teve um encontro com a morte, enquanto perseguia um bombardeiro bimotor F.E.2b:
"Eu olhava para o observador, extremamente excitado atirando em minha direção. Eu calmamente o deixei atirar, já que nem o melhor dos atiradores consegue acertar algo a uma distância de 300 metros. Ninguém consegue! (...) De repente, houve um estouro em mi-nha cabeça! Eu fui atingido! Por um momento eu fi-quei completamente paralisado... a pior parte é que o impacto na cabeça tinha afetado meu nervo ótico e eu fiquei completamente cego. O avião começou a mergulhar."
Richthofen recobrou a consciência à tempo e, escolta do por dois companheiros, aterrissou em um campo próximo a Wervicq (Bélgica). Levado para o hospital St. Nicholas, lá foi operado pelo Majorgeneral do Cor-
po Médico alemão, Prof. Dr. Kraske. "Eu tinha um respeitável buraco em minha cabeça, um ferimento de cer-ca de 10 centímetros de comprimento, no qual havia um local do tamanho de uma grande moeda, onde podia-se ver o osso claro de meu crânio. Minha cabeça dura tinha me salvo mais uma vez."
A despeito de ter tido o melhor tratamento disponível à época, o ferimen to de von Richthofen nunca cicatrizou e curou-se completamente. As ataduras e fragmentos de osso continuaram a atormentá-lo através de terríveis dores de cabeça pelo resto de seus dias. Mais uma vez ele foi enviado para casa, a fim de se recuperar. E, durante os meses de julho, agosto e setembro de 1917, efetuou poucas missões de combate.
No final de agosto de 1917, os primeiros triplanos Fokker Dr.I começa-ram a chegar ao JG 1. Embora ficasse a princípio desconfiado do peque no avião, logo Richthofen acabou se impressionando com a agilidade do novo aparelho: "ele sobe como um macaco e é tão ágil quanto o demônio".
Em sua primeira missão com o hoje famoso triplano, no dia 01.09.1917, ele alcançou a marca, até então inédita, de 60 vitórias. Pintado de ver-melho (com o leme em branco), o seu Fokker Dr. I (número de série 425/17) é, com certeza, o mais famoso avião de combate da história.
Na manhã do dia 21 de abril de 1918, o canadense Captain Roy Brown liderava uma formação de 15 Sopwith Camels, escoltando alguns aviões de reconhecimento fotográfico. Quando alguns Fokkers e Albatros mer-gulharam sobre os aviões, um gigantesco combate começou, com mais de trinta aeronaves virando, disparando e atacando umas às outras. Um Fokker vermelho posicionou-se na traseira do avião do Lieutnant Wilford May - era Richthofen. No afã de tentar abater sua presa, ele não viu quando Brown aproximou-se por trás disparando sua metralhadora.
De repente, enquanto voavam a baixa altitude próximo a Sailly-le-Sac - área controlada por tropas australianas - o avião de Richthofen simplesmente mergulhou e pousou no chão, quase sem sofrer danos. Os australianos, chegaram até o avião e encontraram Richthofen morto dentro do cockpit. Era o fim do Barão Vermelho.
Seu avião foi praticamente destruído por caçadores de lembranças e, quase imediatamente iniciou-se uma terrível polêmica, que dura até hoje, sobre quem efetivamente abateu Richthofen. Embora tenha sido creditado por essa vitória, Roy Brown nunca clamou tê-lo abati do oficialmente. Por sua vez, os australianos, afirmam que efetua-ram vários disparos do solo. Partes de seu avião podem ser vistos na Austrália e no Canadá, enquanto o motor permanece no Imperial War Museum em Londres (UK). Outras partes repousam nas mãos de colecionadores particulares e, às vezes, vêm à leilão.

Os britânicos, após confirmarem a identidade de Richthofen e efetua rem uma breve autópsia decidiram enterrar o inimigo caído com hon-ras militares. Escoltado por soldados australianos e conduzido por seis capitães da RAF, seu caixão foi baixado em uma sepultura indi vidual no cemitério de Fricourt no dia 22 de abril de 1918 - dez dias antes de seu 26º aniversário. No fim, a guarda de honra deu uma sal va de 21 tiros em sua homenagem. Fotografias foram tiradas do fune ral e, alguns dias depois, aviões britânicos as jogaram sobre a base aérea do JG 1 em Cappy, com a seguinte mensagem:
"Para o Corpo Aéreo Alemão:Rittmeister Manfred Freiherr von Richthofen foi morto em combate aéreo em 21 de abril de 1918. Ele foi enter-rado com todas as honras militares. Assinado: British Royal Air Force."

Fonte de pesquisa: http://www.luftwaffe39-45.historia.nom.br/richthofen_manfred.htm e The History Channel - net canal 30.

Mitologia Japonesa I

Izanami e Izanagi


A mitologia japonesa explica o surgimento dos deuses, como o mundo foi criado e a origem dos imperadores japoneses. Estas estórias estão em dois livros: o kojiki e o nihonshoki, porém estes livros divergem em alguns trechos.

No início, nasceram no Takaamahara os cinco deuses Kotoamatsugami e os sete deuses Kaminoyonanayo. Os últimos dois deuses a nascer foram os irmãos Izanagi e Izanami. Izanagi e Izanami desceram ao Ashihara no Nakatsu Kunie se casaram. Tiveram como filhos as ilhas que formam o arquipélago japonês. E além das ilhas, nasceram vários deuses. Porém, na hora do parto de Kagutsuchi, deus do fogo, Izanami morre ferida pelo fogo. Izanami é enterrada na fronteira entre Izumo e Houki (atual Yasugi na província de Shimane). Izanagi mata Kagutsuchi e vai procurar Izamami no Yomi, o mundo dos mortos. Mas a Izanami do mundo dos mortos apresentava uma forma diferente e Izanagi foge. Izanagi com asco do mundo dos mortos vai se purificar. Quando limpa o olho esquerdo nasce Amaterasu. Quando lava o olho direito nasce Tsukuyomi. Quando lava seu nariz nasce Susanowo. Esses três deuses são conhecidos como os Sankishi e governaram o mundo a mando de Izanagi.


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De onde vem a expressão Tio Sam ?

Vem de Samuel Wilson (1766-1854), cujo o apelido era Uncle (tio) Sam. Responsável pelo fornecimentode carne para o exército americano na guerra de 1812 com a Inglaterra, o comerciante Wilson carimbou as embalegens com um enorme US, para designar o destinatério United States. Como, porém, essa ainda não era a abreviatura oficial do país, um empregado de Wilson imaginou que aquelas letras representassem as iniciais do apelido do patrão. O erro propagou-se e o envio das rações militares passou a ser atribuído à generosidade desse personagem, que conquistou o carinho do país e com ele acabou sendo identificado. Em 1961, o Congresso dos Estados Unidos oficializou a expressão Tio Sam como símbolo nacional.

Fonte de pesquisa: Revista Super Interessante Ano 4 - nº 05 - Maio/1990
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Aquela mulher com nome de anjo...

Zuzu Angel - Estilista mineira

Ainda menina, Zuleika Angel Jones mudou-se com a família para Belo Horizonte. Ali começou sua carreira como costureira, fazendo roupas para as primas. Depois foi para Bahia e, em 1947, estabeleceu-se no Rio de Janeiro onde começou a carreira profissional. Já não era propriamente uma costureira, mas uma estilista, que criava sua própria moda, com uma liguagem muito pessoal.Tratava-se, além disso, de uma moda brasileira, com materiais do país e cores tropicais. Misturava renda, seda, fitas e chitas com temas regionalistas e folclóricos, com estampados de pássaros, borboletas e papagaios. Trouxe também para a moda as pedras brasileiras, fragmentos de bambu, de madeira e conchas. Buscava não somente o mercado da elite, como também queria vestir a mulher comum.Nos anos 1970 abriu sua loja em Ipanema e encantou o mundo. Conquistou o mercado norte americano, foi vitrine de grandes lojas de departamentos e apareceu em importantes veículos de comunicação dos Estados Unidos. Pioneiramente, começou a divulgar sua marca colocando-a do lado externo da roupa. O anjo era o seu logotipo.Sua maior luta pessoal, porém, começou com o seqüestro político de seu filho Stuart Angel Jones, estudante de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ativista do Movimento Revolucionário 8 de Outubro - MR-8, Stuart desapareceu depois de ter sido preso em 14 de junho de 1971 por agentes do CISA (Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica). Zuzu saiu em busca do filho nas prisões e nos quartéis.Logo após a morte de Stuart, as torturas que sofreu foram narradas a Zuzu por meio de uma carta do preso político Alex Polari de Alverga. Segundo esse depoimento, Stuart foi arrastado por um jipe pelo pátio interno da Base Aérea do Galeão, com a boca no cano de descarga do veículo. Mais tarde, Alex ouviu os gritos de Stuart - numa cela ao lado - pedindo água e dizendo que ia morrer. Depois, seu corpo foi retirado da cela. Este depoimento de Alex consta do vídeo "Sônia Morta e Viva", produzido e dirigido por Sérgio Waisman, em 1985.Já separada do marido, o americano Norman Angel Jones, Zuzu Angel incansavelmente denunciou as torturas, a morte e ocultação do cadáver de Stuart, tanto no Brasil como no exterior. Em vários de seus desfiles denunciou os fatos para a imprensa, entregando pessoalmente uma carta a Henry Kissinger, na época Secretário de Estado do Governo norte-americano, já que seu filho também tinha a cidadania americana. Utilizou sua fama para envolver, a favor da sua causa, inúmeros clientes e amigos importantes: Joan Crawford, Kim Novak, Veruska, Liza Minelli, Jean Shrimpton, Margot Fonteyn e Ted Kennedy, entre outros.Zuzu passou a usar sua moda como forma de protesto fazendo - como ela mesma dizia - "a primeira coleção de moda política da história", usando ao lado dos anjos, as figuras de crucifixos, tanques de guerra, pássaros engaiolados, sol atrás das grades, jipes e quépis. O uso dessas metáforas foi a solução que encontrou para simbolizar, em seu trabalho, a história de seu filho.Em 14 de abril de 1976, às 3h, na Estrada da Gávea, à saída do Túnel Dois Irmãos (RJ), Zuzu morreu, vítima de um acidente automobilístico. Na época, o governo divulgou que a estilista teria dormido ao volante, fato contestado anos depois. Até hoje as circunstâncias dessa tragédia não foram esclarecidas.Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa de Chico Buarque, um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse. "Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho", dizia. Sua força e coragem inspiraram ao compositor a música "Angélica", onde ele pergunta, "quem é essa mulher?" Zuzu Angel foi sepultada pela família, em 15 de abril de 1976, no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro. Uma de suas duas filha, a jornalista Hildegard Angel, foi a idealizadora do Instituto Zuzu Angel de Moda do Rio de Janeiro, uma entidade civil sem fins lucrativos, fundado em outubro de 1993.

Atualmente sua história foi retratada no cinema, interpretada pela bela atriz Patrícia Pillar e seu filho por Daniel Oliveira, com direção de Sérgio Rezende e produção de Joaquim Vaz de Carvalho, com apoio da Petrobas.

"Angélica" Chico Buatque de Holanda


Fonte de pesquisas: http://vagalume.uol.com.br/chico-buarque/angelica.html, http://wwws.br.warnerbros.com/zuzuangel/ e http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/ult1789u735.jhtm

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Como o índio Kaingang vê a doença.

Os índios Kaingang tem a visão prática e curativa das tribos indígenas profundamente relacionadas com a maneira de o índio perceber a doença e suas causas. Tanto as medidas curativas como as preventivas estão carregadas de elementos mágicos e ritualísticos que refletem seu modo de ver o mundo e com ele se relacionar.

Para muitas tribos, a causa das moléstias não está no mundo físico, mas sim no sobrenatural. Os índios Kaingang, por exemplo, acreditam que a pessoa pode ficar doente por diversos motivos, todos eles ligados a forças extradiordinárias.

Segundo pesquisas, essas podem ser:

a) Perda temporária da alma ou espírito: um ser sobrenatural ou "nggiyúdn" pode tomar a alma e mantê-la apriosionada; conforme a entidade que realizou o furto, variam as possibilidades de recuperação, bem como a natureza do sofrimento provocado. O espírito de um morto, quando deseja fazer mal a alguém, rouba-lhe a alma para inflingir sofrimento ao vivo. Esse espírito vingativo é considerado como pertencente a um grupo inimigo, talvez da própria tribo, mas de outra família.
Os índios relatam que há casos de um espírito furtar a alma de alguém pelo motivo contrário ou seja, por amor ou saudade, por remorso de tê-lo desamparado na terra, por nostalgia do mundo dos vivos. Nesse caso, o espírito faz parte do grupo de amigos: pai, marido, parente. Sendo assim, o parente mais próximo do falecido, viúvo ou viúva deverá ficar no mato, retirando todas as lembranças do outro, muitas vezes ficando abraçado a uma árvore que pode ser o Jaborandi, pois é considerado mágico pelos Kaingang.
E assim o índio(a) fica algum tempo afastado do grupo, pois durante os dias que seguem o velório, o(a) viúvo(a) não pode olhar nos olhos de ninguém da aldeia, pois os índios consideram que o mesmo está ainda muito ligado ao morto e poderá, com isso, trazer mau agouro. Obtivemos a irformação de que é usual, também em decorrência desta tentativa de desvincular-se ao morto, o parente próximo cortar suas unhas (pois usava as mãos para preparar e servir o alimento à pessoa antes do falecimento), cortar o cabelo ou as sobrancelhas do parente vivo e enterrá-las junto ao corpo do morto. Passar folha de Criciúma na gengiva até sangrar também faz parte do ritual para quebrar o vínculo marido/mulher após a morte de um deles.
Em casos extremos pode haver necessidade de o(a) viúvo(a) chegar a ter que mudar o nome indígena para que o morto não o(a) encontre. Este procedimento só poderá ser realizado pelo kuiã após ter constatado que realmente a presença do espírito do morto está perturbando seriamente a vida ou a saúde do parente vivo.
Os Kaingang afirmam acreditar que a criança só firme seu espírito no corpo após os 7 anos. Por isso, quando uma mãe leva a criança ao mato, antes de voltar para casa precisa chamar a criança pelo nome indígena para que o espírito da mesma volte ao corpo e não seja possuído por outro espírito que esteja vagueando pela mata. Se ela não o fizer, a criança poderá ficar seriamente doente e, nesses casos, o Kuiã teria que ir ao local onde estavam (mãe e filho) e chamar até resgatar o espírito da criança e assim salvá-la;

b) Ataques de monstros sobrenaturais que introduzem pedras ou objetos em forma de vermes no corpo da vítima, provocando-lhe diferentes moléstias;

c) Vingança de espírito do mundo natural, quando um índio tem a visão de um desses seres e conta o que viu para os outros índios. Para os índios Kaingang, os espíritos toleram que alguém se recuse a visitá-los e mesmo que se negue a adotar seus filhos, mas não perdoam quem conta a sua visão.
Por isso, normalmente quem tem visões de sonhos são os Kuiãs ou pessoas que já manifestam sinais que podem indicar a possibilidade de vir a seu um Kuiã.


Fonte de pesquisa: Elaine da Silveira - Medicina indígena: saúde e rituais - 1997 Jul/Dez nº 11 -
pág 109/110


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Pirata e corsário onde está a diferença ?

PIRATA: do grego "tentar, assaltar", pelo latim e italiano pirata, é um marginal que, de forma autônoma ou organizado em grupos, cruza os mares só com o fito de promover saques e pilhagem a navios e a cidades para obter riquezas e poder. O estereótipo mais conhecido do pirata se refere aos piratas do Caribe e cuja época áurea ocorreu principalmente entre os séculos XVI e XVIII.

História da pirataria: O primeiro a usar o termo pirata para descrever aqueles que pilhavam os navios e cidades costeiras foi Homero, na Grécia antiga, na sua Odisseia. Os piratas são aqueles que pilham no mar por conta própria, embora hoje em dia este termo já seja aplicado a qualquer pessoa que viola alguma coisa. Eles navegavam nas rotas comerciais com o objetivo de apoderarem-se das riquezas alheias, que pertencessem a simples mercadores, navios do estado ou povoações e mesmo cidades costeiras, capturando tudo o que tivesse valor (desde metais e pedras preciosas a bens) e fazendo reféns, para extorquir resgates. Normalmente esses reféns eram as pessoas mais importantes e ricas para que, assim, o pedido de resgate pudesse ser mais elevado.
Primeiramente a pirataria marítima foi praticada por
gregos que roubavam mercadores fenícios e assírios desde pelo menos 735 a.C. A pirataria continuou a causar problemas, atingindo proporções alarmantes no século I d.C., quando uma frota de mil navios piratas atacou e destruiu uma frota romana e pilhou aldeias no sul da Turquia.
Na
Idade Média, a pirataria passou a ser praticada pelos normandos (que atuavam principalmente nas Ilhas Britânicas, França e Império Germânico, embora chegassem mesmo ao Mediterrâneo e ao mar Morto), pelos Muçulmanos (Mediterrâneo) e piratas locais.
Mais tarde esta difundiu-se pelas
colônias europeias, nomeadamente nas Caraíbas, onde os piratas existiam em grande quantidade, procurando uma boa presa que levasse riquezas das colônias americanas para a Europa, atingindo a sua época áurea no século XVIII.
Do fim do
século XVI até o século XVIII, o Mar do Caribe era um terreno de caça para piratas que atacavam primeiramente os navios espanhóis, mas posteriormente aqueles de todas as nações com colônias e postos avançados de comércio na área. Os grandes tesouros de ouro e prata que a Espanha começou a enviar do Novo Mundo para a Europa logo chamaram atenção destes piratas. Muito deles eram oficialmente sancionados por nações em guerra com a Espanha, mas diante de uma lenta comunicação e da falta de um patrulhamento internacional eficaz, a linha entre a pirataria oficial e a criminosa era indefinida.
As tripulações de piratas eram formadas por todos os tipos de pessoas, mas a maioria deles era de homens do mar que desejavam obter riquezas e
liberdades reais. Muitos eram escravos fugitivos ou servos sem rumo. As tripulações eram normalmente muito democráticas. O capitão era eleito por ela e podia ser removido a qualquer momento.
Eles prefiriam navios pequenos e rápidos, que pudessem lutar ou fugir de acordo com a ocasião. Preferiam o método de ataque que consistia em embarcar e realizar o ataque corpo a corpo. Saqueavam navios de mercadores levemente armados, mas ocasionalmente atacavam uma
cidade ou um navio de guerra, caso o risco valesse a pena. Normalmente, não tinham qualquer tipo de disciplina, bebiam muito e sempre terminavam morto no mar ou enforcados, depois de uma carreira curta, mas transgressora.
No auge, os piratas controlavam cidades
insulares que eram paraísos para recrutar tripulações, vender mercadorias capturadas, consertar navios e gastar o que saqueavam. Várias nações faziam vista grossa à pirataria, desde que seus próprios navios não fossem atacados. Quando a colonização do Caribe tornou-se mais efetiva e a região se tornou economicamente mais importante, os piratas gradualmente desapareceram, após terem sido caçados por navios de guerra e suas bases terem sido tomadas.
Desde aí a pirataria vem perdendo importância, embora em
1920 ainda tivesse a sua importância nos mares da China.
Atualmente, a pirataria revela-se mais incidente no sudeste asiático e ainda nas Caraíbas, sendo os locais de ataque espaços entre as ilhas, onde os piratas atacam de surpresa com lanchas muito rápidas.


CORSÁRIO: Um corso ou corsário era um pirata que, por missão ou carta de marca de um governo, era autorizado a pilhar navios de outra nação, aproveitando o facto de as transacções comerciais basearem-se, na época, na transferência material das riquezas. Os corsos eram usados como um meio fácil e barato para enfraquecer o inimigo por perturbar as suas rotas marítimas. Com os corsos, os países podiam enfraquecer os seus inimigos sem suportar os custos relacionados com a manutenção e construção naval. Teoricamente, um não corso com uma carta de marca poderia ser considerado como pirata, desde que fosse reconhecido pela lei internacional. Sempre que um navio corso fosse capturado, este tinha de ser levado a um Tribunal Almirantado onde tentava assegurar de que era um verdadeiro corso. Contudo, era comum os corsos serem apresados e executados como piratas pelas nações inimigas. Grande parte das vezes os piratas, quando apanhados pela suposta vítima, tentavam usar uma carta de corso ilegal. Por vezes, no seu país de origem, os corsos eram considerados autênticos heróis, tal como Sir Francis Drake, que, graças aos fabulosos tesouros que arrecadou para a Inglaterra, foi tornado Cavaleiro por Isabel I.
Já durante as
cruzadas, os corsários sarracenos eram chamados pelos cruzados de “corsários berberes”. Estes corsários estavam autorizados pelos seu governos a pilhar as rotas marítimas dos países cristãos. Inicialmente os corsários malteses lutavam pela religião, mas algum tempo depois as crescentes recompensas da pirataria atraíram mais ajuda. Rapidamente os corsários malteses se tornaram piratas experientes, sem interesse nos ideais religiosos.

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Historia del crochet "Ruthie Marks"

Usted y yo lo llamamos crochet, al igual que los franceses, los belgas, los italianos y la gente de habla hispana. Se conoce como haken en Holanda, haekling en Dinamarca, hekling en Noruega, virkning en Suecia.Otras formas del trabajo hecho a mano que hacen punto, bordado y que se teje se pueden fechar muy lejos en el tiempo, gracias a los hallazgos arqueológicos, escritos fuentes y las representaciones ilustradas de varias clases. Pero nadie esta absolutamente seguro cuando y donde el crochet consiguió su comienzo. La palabra viene de croc , o el croche , la palabra francesa media para el gancho, y la vieja palabra de los nórdicos para el gancho es krokr. Según Annie Potter americano, experto en el mundo del crochet, "el arte moderno del crochet verdadero como lo conocemos hoy fue desarrollado durante el siglo XVI. Se conocía como ' cordón del crochet ' en Francia y ' cordón de cadena ' en Inglaterra." Y, Walter Edmund Roth encontró verdaderos ejemplos del arte del crochet en descendientes de los indios de Guayana en 1916.Otro escritor e investigador, Lis Paludan de Dinamarca, que limitó su búsqueda de los orígenes del crochet a Europa, propone tres teorías interesantes.
El Crochet se originó en Arabia, extendiéndose hacia el este al Tibet y hacia el oeste a España, de donde siguió las rutas comerciales árabes a otros países mediterráneos.
La evidencia más temprana del crochet vino de América del sur, en donde una tribu primitiva fue vista utilizando adornos del crochet en ritos de la pubertad.
En China, ejemplos tempranos eran conocidos de muñecas tridimensionales trabajadas en crochet.
Pero, dice Paludan, que en el fondo no hay "evidencia convincente en cuanto a cuan viejo es el arte del crochet o de donde vino. Era imposible encontrar la evidencia del crochet en Europa antes de 1800. Muchas fuentes indican que el crochet ha sido conocido posteriormente al 1500s en Italia bajo el nombre del ' trabajo de la monja ' o del ' cordón de la monja, ' donde fue trabajado por las monjas para los textiles de la iglesia, "ella dice. Su investigación alrededor de ejemplos de fabricación de cordón y de una clase de cinta del cordón, muchas de la cuales se han preservado, pero de "todas las indicaciones es que el crochet no era conocido en Italia antes del siglo XVI " bajo ningún nombre.
Tambour y el nacimiento del crochet
La investigación sugiere que el crochet se deriva probablemente de la costura china, de una forma muy antigua de bordado conocida en Turquía, de la India, de Persia y de África del norte, que alcanzaron Europa en los años 1700s y fueron conocidas como "tambouring," del "tambour francés" o del tambor.En esta técnica, una tela del fondo es tensada y estirado en un marco. El hilo de rosca del funcionamiento se sostiene por debajo de la tela. Una aguja con un gancho se inserta hacia abajo y un lazo del hilo de rosca del funcionamiento elaborado a través de la tela. Con el lazo todavía en el gancho, el gancho entonces se inserta un poco más hacia adelante y otro lazo del hilo de rosca del funcionamiento se elabora y se trabaja a través del primer lazo para formar una puntada de cadena. Los ganchos del tambour estaban tan delgadamente como agujas de la costura, así que el trabajo se debe haber logrado con el hilo de rosca muy fino.En el final del décimo octavo siglo, el tambour se desarrolló en lo que trabajó el "crochet llamado francés en el aire," cuando la tela del fondo fue desechada y la puntada en sus el propio.El Crochet comenzó a aparecer en Europa a principios del 1800s y pronto recibió un enorme empujón por Mlle. Riego de la Branchardiere, que era mejor conocido por su capacidad de tomar la aguja al viejo estilo del cordón y bobina, diseño los patrones de crochet que pueden ser duplicados fácilmente. Ella publicó muchos libros sobre patrones de crochet de modo que millones de mujeres pudieran comenzar a copiar sus diseños. Mlle. Riego también demandó haber inventado "Lace-Like" , hoy llamado crochet Irish.
Traducido de http://www.crochet.com/

Fonte de pesquisa: www.crochet.com.ar y su autora Carina Noemí Molina

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Uma imagem vale + que 1000 palavras.


O Buda.

Sidarta nasceu no ano de 560 aC e era filho de um rei do povo Sakhya que habitava a região da fronteira entre a Índia e o Nepal. Buda viveu durante o período áureo dos filósofos e um dos períodos espirituais mais incríveis da história; foi contemporâneo de Heráclito, Pitágoras, Zoroastro, Jain Mahavira e Lao-Tsé.No palácio, a vida de Gautama era cercada de conforto e paz. Casou e teve um filho, mas vivia totalmente protegido de contato com o exterior, por ordem de seu pai. Uma tarde, fugindo dos portões do palácio, o jovem Gautama viu 3 coisas que iriam mudar sua vida: um ancião que, encurvado, não conseguia andar e se apoiava num bastão, um homem que agonizava em terríveis dores devido a uma doença interna, um cadáver envolvido num sudário de linho branco. Essas 3 visões o puseram em contato com a velhice, a doença e a morte, conhecidas como “as três marcas da impermanência", e o deixaram profundamente abalado. Voltando para o palácio, ele teve a quarta visão: um Sadhu, um eremita errante cujo rosto irradiava paz profunda e dignidade, que impressionou Gautama a tal ponto que ele decidiu renunciar à sua vida de comodidade e dedicar o resto de sua vida à busca da verdade. Abandonando o palácio, ele seguiu de início a senda do ascetismo, jejuando até que se convenceu da inutilidade destas práticas, e continuou sua busca. Durante 7 anos esteve estudando com os filósofos da região e continuava insatisfeito. Por fim, em uma de suas viagens, chegou a Bodh Gaya, onde encontrou uma enorme figueira e tomou a resolução de não sair de lá até ter alcançado a iluminação. Durante 49 dias ele permaneceu sentado à sobra da figueira, em profunda meditação, transcendendo todos os estágios da mente até atingir a Iluminação, um estado chamado nirvana. Desde então foi chamado de Buda (o que despertou) ou Shakyamuni (o sábio dos shakyas). Seus ensinamentos nascidos dessas experiência são conhecidos como o Caminho do Meio, ou simplesmente o dharma (a lei). Do momento em que atingiu o nirvana, aos 35 anos de idade, até sua morte, aos 80, Buda viajou ininterruptamente por toda a Índia, ensinando e fundando comunidades monásticas.Buda ensinou o dharma a todos, sem distinção de sexo, idade ou casta social, em seu próprio idioma, um dialeto do nordeste da Índia, evitando o sânscrito empregado pelos hinduístas e eruditos, que era um símbolo de uma casta que não significava sabedoria, pois os brâmanes tinham cargos hereditários. Costumava recomendar a seus discípulos que ensinassem em suas próprias línguas, de forma que a doutrina foi ficando conhecida emvários países. Suas últimas palavras foram: “A decadência é inerente a todas as coisas compostas. Vivei fazendo de vós mesmos a vossa ilha, convertendo-vos no vosso refúgio. Trabalhai com diligência para alcançar a vossa Iluminação”.

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Enterrem meu coração na curva do rio.

Nos velhos tempos em que o mocinho ganhava do bandido e casava com a mocinha, ninguém era mais bandido que o índio. Quando os pacíficos colonos vinham falando de uma nova terra prometida, a câmara ia para os altos das escarpas próximas e era inevitável: lá estavam as siluetas odiada. Confusão. Berros. O mocinho dava as ordens, os carroções ficavam em círculo. Corte. Um velho índio, cheio de penas, dava um berro e agitava uma lança. Lá ia o bando de gente pintada berrando. Corte. O mocinho, fazendo careta, dizia para o idiota ao lado que não devia atirar. "Espere! Temos pouca munição!" Lá vinham os índios, o mocinho dizia "agora!" e começava a cair gente pintada do cavalo. Mas pouca munição provocava caretas desesperadas no mocinho, cercado de gente ferida. Até o idiota estava ferido. Quando a mocinha (que estava carregando os rifles) dizia que era a última carga, soava o clarim salvador da Cavalaria e milhões de Casacos Azuis encurralavam um punhado de índios, acabando com todos. Beijo final. The End.

Mas, e a verdade? Enterrem meu coração na curva do rio (Bury My Heart at Wounded Knee), o best-seller de Dee Brown, conta o outro lado da história, é uma História Índia do Oeste Americano.

Os mocinhos, de repente, não têm a pele branca. Pelo menos, a maioria. Têm nomes que, nos filmes eram perseguidos por bandos comandados por John Wayne, Henry Fonda ou James Stewart: Cochise, Gerônimo, Nuvem Vermelha, Cavalo Doido, Victorio, Touro Sentado, Galha...


INTRODUÇÃO

Desde a viagem de exploração de Lewis e Clark à costa do Pacífico no começo do século XIX, o número de relatos publicados que descrevem a "abertura do Oeste Americano se eleva a milhares. A maior concentração de experiências e observação registradas ocorreu no intervalo de 30 anos entre 1860 e 1890 - o período coberto por este livro. Foi uma era incrível de violência, cobiça, audácia, sentimentalismo, exuberância mal orientada e de uma atitude quase reverente para com o ideal de liberdade pessoal, por parte dos que já a possuíam.
Durante essa época, a cultura e a civilização do índio americano foram destruídas e é dessa época que vieram praticamente todos os grandes mitos do Oeste Americano - histórias de negociantes de peles, homens das montanhas, pilotos de vapores, mineiros, jogadores, pistoleiros , soldados da cavalaria, vaqueiros, prostitutas, missionários, professores e colonizadores. Só ocasionalmente foi ouvida a voz de um índio e, muito freqüentemente, não registrada pela pena de um homem branco. O índio era a ameaça negra dos mitos, e, mesmo se soubesse escrever em inglês, onde encontraria um impressor ou um editor?
Porém não estão perdidas todas essas vozes índias do passado. Alguns relatos autênticos da história do Oeste americano foram registrados por índios em pictogramas ou em inglês vertido, e alguns conseguiram ser publicados em jornais obscuros, panfletos ou livros de pequena circulação. No fim do século XIX, quando a curiosidade do homem branco sobre os sobreviventes índios das guerras atingiu um ponto alto, repórteres de iniciativa frenqüentemente entrevistavam guerreios e chefes, dando-lhes uma oportunidade de expressar suas opiniões sobre o que acontecia no Oeste. A qualidade dessas entrevistas variava muito, dependendo da capacidade dos intérpretes ou da disposição dos índios em falar livremente. Alguns temiam represálias por falar a verdade, enquanto outros se divertiam enganando os repórteres com histórias impossíveis e imaginosas. As declarações de índios em jornais da época devem, portanto, ser lidas com ceticismo, embora algumas sejam obras primas de ironia e outras ardam com explosões de fúria poética.
Entre as fontes mais ricas de declarações de índios, em primeiro lugar, estão os registros de conselhos de tratados e outras reuniões formais com representantes civis e militares do governo dos Estados Unidos. O novo sistema estenográfico de Isaac Pitman estava entrando na moda durante a segunda metade do século XIX e, quando os índios falavam no conselho, um escrvão sentava-se ao lado do interprete oficial.
Mesmo quando as reuniões eram em partes distantes do Oeste, alguém habitualmente era designado para registrar os discursos e, devido à lentidão do processo de tradução, muito do que se disse pôde ser retido em manuscritos. Os intérpretes geralmente eram mestiços que sabiam falar as línguas, mas que raramente sabiam ler ou escrever. Como a maioria dos povos se exprimia de forma diferente, eles e os índios dependiam das imagens para expressar seus pensamentos, de modo que as traduções em inglês estão cheias de símiles gráficos e metáforas do mundo natural. Se um índio eloqüente tinha mau intérprete, suas palavras se transformariam em prosa vulgar, mas um bom intérprete podia fazer um mau orador soar poético.
A maioria dos líderes índios falava livre e candidamente nos conselhos com funcionários brancos e, à medida que se tornavam mais sofisticados em tais questões, durante as décadas de 1870 e 1880, exigiam o direito de escolher seus próprios intérpretes e registradores. Neste último período, todos os membros das tribos falavam livremente e alguns dos homens mais velhos aproveitavam essa oportunidade para contar novamente os fatos que haviam testemunhado no passado, ou para resumir as histórias de seus povos. Embora os índios que viviam durante esse funesto período de sua civilização tenham desaparecido da face da terra, milhões de suas palavras foram conservadas e estão contidas nos registros oficiais. Muitos dos trabalhos dos conselhos mais importantes foram publicados em documentos e relatórios do governo.
Com todas essas fontes da quase esquecida história oral, o autor DEE BROWN tentou armar uma narrativa da conquista do Oeste Americano segundo suas vítimas, usando suas palavras sempre que possível. Os americanos, que sempre olham para o oeste quando lêem sobre este período deveriam ler este livro olhando para leste.
Este não é um livro alegre, mas a história tem um jeito de se introduzir no presente, e talvez os que o lerem tenham uma compreensão mais clara do que é o índio americano, sabendo o que foi. Poderão surpreender-se ao ouvir que palavras de gentil razoabilidade saem da boca de índios esteriotipados no mito americano como selvagens impiedosos. Poderão aprender algo sobre sua própria relação com a terra, com um povo que era de consevacionistas verdadeiros. Os índios sabiam que a vida equivale à terra e seus recursos, que a América era um paraíso, e não podiam compreender porque os invasores do Leste estavam decididos a destruir tudo que era índio e a própria América.

O autor fala mais: E se os leitores deste livro, alguma vez, puderem ver a pobreza, a desesperança e a miséria de uma reserva índia moderna, acharam possível compreender realmente as razões disso.

Dee Brown - Urbana Illinois/Abril de 1970

Quem estiver interessado em ler esta obra-prima, com o maior prazer posso scanear e enviar.


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Visão araquiana de Adão e Eva.


Um aconchego bem quentinho.


Palmyra (Síria)


No primeiro século depois de Cristo, Palmyra era uma cidade rica e elegante, localizada na rota de caravanas que ligavam a Pérsia aos portos mediterrâneos de Roma, Síria e Fenícia. Ela foi adicionada ao Império Romano durante o reinado de Tibério (14-37). Durante esse período de prosperidade os cidadãos árabes de Palmira adotaram costumes e vestimentas tanto dos partos iranianos no leste, como dos greco-romanos no oeste. Ano a ano ela foi aumentando sua importância como uma rota de comercio ligando a Pérsia, a Índia, a China e o Império Romano. Uma das maiores atrações das ruínas são as tumbas romanas. Feitas em mármore, elas deixavam bustos expostos do lado de fora, que representavam não só a imagem como a alma dos falecidos.

Fonte de pesquisa - Programa 50 por 1 (Rede Record)

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1ª Guerra Mundial - o porque.


Qual foi a causa da Primeira Guerra Mundial?

O fato que deflagrou a Primeira Guerra foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, e sua esposa. O arquiduque e sua esposa foram mortos a tiros em Sarajevo, capital da Bósnia. O assassino foi um estudante nacionalista sérvio. A Áustria apresentou um ultimato à Sérvia e exigiu uma resposta dentro de 48 horas. Os termos desse ultimato eram tão humilhantes que era quase impossível a Sérvia aceitá-los.Assim, a Áustria, que era aliada da Alemanha, declarou guerra à Sérvia, que era aliada da Rússia, essa por sua vez, era aliada da França e da Inglaterra. Na verdade, o assassinato do arquiduque serviu de pretexto para que os países entrassem em guerra. Desde 1871, as potências européias estavam em paz umas com as outras, mas todas estavam envolvidas numa corrida armamentista, isto é, todas estavam investindo em gastos militares, cada uma procurando superar as outras em armamentos.
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Krishna

É o mais popular e amado avatar da Índia, com maior número de templos e devotos. Possuía um apelo físico irresistível. Nos Puranas é descrito como um pastor tocador de flauta. No Mahabharata é o sábio que dá o ensinamento a Arjuna no campo de batalha. Krishna é o maior deus não ariano no panteão Hindu. Ele foi a oitava encarnação de Vishnu, o Preservador do Universo. Ele incorporou a forma humana para redimir as ações das forças do mal. O príncipe KRISHNA, que nasceu em MATHURA, e mais tarde tornou-se rei na cidade de DWARAKA, foi uma personalidade de muito influência no MAHABHARATA (o mais antigo texto sagrado da Índia), onde teve importância vital nos acontecimentos épicos que modificaram toda a história do Oriente. Ele sempre é visto tocando uma flauta, com a qual encanta todas as criaturas vivas. Alguns de seus nomes são GOVINDA, SYAMASUNDAR ou GOPALA - o protetor das vacas. De acordo com as lendas, a beleza de KRISHNA é insuperável, encantando até mesmo inúmeros cupidos. Ele ficou conhecido por sua força invencível, sua enorme riqueza e por suas dezesseis mil cento e oito rainhas . Os ensinamentos de KRISHNA foram perpetuados no livro "BHAGAVAD GITA", que é considerado por todos os mestres como a essência do conhecimento Védico. Este livro retrata uma conversação entre KRISHNA e seu mais poderoso discípulo, o herói ARJUNA, o arqueiro supremo, na famosa batalha de KURUKSHETRA. Há três principais estágios na vida de Krishna: No primeiro, Krishna nasceu em uma prisão em Mathura, onde seus parentes foram capturados por um demônio que tomou o lugar de um rei chamado Ugrasena. Sobre essa captura: Um dia, Ugrasena e sua esposa estavam caminhando nos jardins, onde um demônio viu a rainha e sentiu amor por ela. Em sua luta por ela, ele distraiu a atenção de Ugrasena, e assumiu sua forma e concretizou seu desejo. A criança nascida desta união foi Kamsa. Kamsa cresceu para destronar seu pai e prender sua irmã Devaki (filha de Ugrasena) e seu marido Vasudeva. Devaki mais tarde se tornou a mãe de Krishna. Então um dia Kamsa estava levando sua irmã recém casada e seu marido Vasudeva para sua nova casa, quando uma voz vinda dos céus os interceptou. A voz disse para Kamsa que a oitava criança de Devaki iria matá-lo. Conseqüentemente, ele aprisionou o casal e começou a matar suas crianças, ano após ano. Sete crianças foram perdidas mas a oitava - o deus - escapou das mãos do carniceiro e viveu para cumprir sua missão contra Kamsa mais tarde. Krishna nasceu à meia-noite do oitavo dia do equinócio do Bhadrapada (Agosto/Setembro) e foi trazido para Vrindavan por Vasudeva (pai de Krishna) na mesma noite, para salvá-lo de Kamsa. Seu pai trabalhou para possibilitar ao bebê Krishna escapar para uma vila próxima e trocá-lo com outra criança. Ele foi criado pela família de pastores de vacas de Yashoda e Nanda Raja. Krishna cresceu como um garoto pastor de vacas. No segundo, já como jovem, Krishna conquistou todas as garotas da vila com sua boa aparência, charme e atenção. Apesar de Radha ser sua favorita, ele flertou com as outras gopis também. Ocasionalmente ele se divide em vários, assim ele pode dar atenção a várias garotas de uma só vez. Estas estórias, que são boas lendas no nível superficial, também são interpretadas no nível de espírito. Brajbhoomi, onde Krishna nasceu, compreende as cidades gêmeas de Mathura e Vrindavan. Esta não é apenas uma terra sagrada onde Krishna nasceu, mas um lugar cheio de reminiscências divinas. Foi aqui que ele encontrou pela última vez Radha, sua companheira inseparável. Vrindavan, há 15km de Mathura, foi o local favorito do casal divino. No terceiro, como adulto, Krishna passou seu reinado no nordeste da Índia pela morte do rei Kamsa, evento este que é visto como a restauração do dharma. Na história do Mahabharata, ele então ajuda Arjuna, servindo como seu condutor de carroça e seus irmãos (os irmãos Pandava) em uma guerra para restaurar seu direito de reinar. Em uma noite antes da batalha maior, Krishna e Arjuna tiveram uma longa discussão a respeito da natureza do dharma e do cosmos, que é preservado no Mahabharata como o Bhagavad Gita. No final da discussão, Krishna se revelou para Arjuna como Vishnu. As explicações de Krishna são contadas nos templos Vishnu e no festival anual de Ras Lila.

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Reino de Clio

Um espaço para que a musa da História nos inspire, e para que nosso conhecimento seja partilhado.