Vergonha - Trabalho escravo no RS

Ação do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e emprego detectou, a 38 quilômetros do centro de Uruguaiana, pela BR 472, uma propriedade rural que mantinha dez pessoas entre trabalhadores e familiares – conforme a subdelegada do MT no município, Ana Maria Torelly, - em condições subumanas. Entre os mais castigados pelo tratamento estavam o capataz e quatro alambradores. A notícia é do jornal Correio do Povo, 03-02-2008.

Nenhum deles soube dizer quanto recebiam e quando teria sido o último pagamento. Dormia em alojamento improvisado, junto a sacas de fertilizantes, agrotóxicos, veneno e outros químicos utilizados em lavoura de arroz, além de não haver banheiro e água potável para beber.

O estabelecimento pertence a quatro sócios, dos quais é arrendatário de boa parte da área. Trata-se de um negócio rural apresentado, aparentemente, uma situação jurídica complexa, acrescentou Ana Torelly. Na segunda visita de inspeção, realizada sexta-feira, dia 01-02-2008, além de fiscais do Ministério do Trabalho, também estiveram no local o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.

O arrendatário já havia oferecido melhores condições aos empregados faltando, porém, o registro em Carteira de Trabalho e outras exigências previstas em lei. Também uma arma sem registro foi encontrada de posse do empresário rural.

Ana Torelly revelou que a equipe de fiscais especializados em segurança e saúde ficou impressionada com a capacidade de dominação dos proprietários sobre os trabalhadores. Da mesma forma com que se surpreenderam com a existência de comportamento dessa espécie em uma região considerada de excelência na relações patrões e empregados.
Para ler mais:
Trabalho escravo. Deputado pede desapropriação de área no RS
Área com trabalho escravo no RS produzia para ALL
Plantação de eucalipto tinha mão-de-obra escrava no RS
Trabalho escravo no RS em plantação de eucalipto. Empresa madeireira do PR é denunciada.
Trabalho escravo. Desconcertante para os gaúchos


Fonte: http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=11987